segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Estamos em Obras (blog)

O blog passa por um período de manutenção. Estão sendo avaliados novos recursos e novas ideias, dando uma visualização melhor aos leitores.
Sugestões do que pode ser alterado, ou de suas ideias ou que viram em outros blogs, por favor registrem nos comentários.
Até o retorno ...








Adorável fiscal de obras em plena atuação.
17dec2011

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pai


Quando nascemos somos tratados e guiados por aqueles que fazem de tudo para que possamos andar pelas próprias pernas: a mãe e o pai. Não sabemos nada, somos totalmente dependentes deles. Quando passamos a andar com as próprias pernas, adolescentes e intolerantes, entendemos que nos livramos deles, de suas pegações de pé, quando na realidade é o cuidado e o carinho. Logo, logo, em meio à formatura e casamento, percebemos que éramos “aborrecentes”, pois continuamos mais dependentes deles do que antes, notando que a valorização destas figuras se acentuam. Esta dependência agora não é mais por que não sabemos de nada, mas porque passamos a admira-los. É o ídolo que queremos ao nosso lado, sempre. A mãe e pai atuam de forma diferente um do outro,  diferente no seu formato de proteção e carinho.
O pai luta para gerar melhor oportunidade aos filhos do que ele teve. Tenta do seu balanço de vida, fazer com que o filho salte etapas que o atrasaram, que o prejudicaram. Lida atônito com os dados atuais que ele não viveu, drogas, violência, globalização.
Quando encerra sua obra na terra, entendemos do porque de suas chegadas surpresas à nossa república de estudante, checando se tudo estava bem. Entendemos do quanto foi difícil dar dinheiro para os filhos sobreviverem na faculdade, pois outros filhos menores demandavam suprimentos básicos. Entendemos quão solidário a necessitados estendia a mão, aparentemente tolo, mas certo da solidariedade. Entendemos que fez mais, muito mais, que sua formação e poder econômico lhe permitia.
Nos distanciaremos do Cedro, do Saco do Velhaco, do Cercado, da Furna Grande, das Guaribas, dos Três Morrinhos, da Cana Brava, de Picos, da Baixa do Touro, da Bocaina, enfim de toda apaixonante toponímia que só lá na região de sua residência tem. Entendemos seu retiro, sua identificação com as origens e que lugar maravilhoso!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vestibulando, um ser perdido


Em retorno de férias, finalmente, notamos que passamos todo período pré-natal, Natal e entra em 2013 só ouvindo falar em vestibular. Que tortura a quem vê noticiários e principalmente a quem faz os vestibulares. Vemos a ansiedade das famílias, as informações e desinformações da imprensa, a alegria das TV´s que conseguiram capturar imagens de vestibulandos que chegaram 30 segundos atrasados, bateram com a cara no portão fechado e dispararam em choro, gravados em cenas HD suas lágrimas pelo rosto. É natural o grande volume de comentários sobre o assunto? É natural, pois são uma quantidade muito grande de envolvidos: o próprio vestibulando (somente SISU – Sistema de Seleção Unificada, são mais de 130 mil), os parentes, amigos e entidades comerciais (escolas, cursinhos,etc). É uma fase das mais complexas para a família, pois é iminente uma alegria ou uma tristeza, um afastamento do filho do convívio, um custo adicional não previsto, decisões sobre sua moradia, segurança, comunicação. Piram da cabeça todos: os pais, a família, o cachorro da casa passa a ter comportamentos estranhos, mas o vestibulando, o eterno perdido, que deveria ser o ator principal, sofre uma pressão precoce demais, pois é desproporcional para sua idade a carga psicológica jogada sobre sua cabeça. Como se não bastasse a pressão pré-vestibular, aparecem as desinformações originadas com objetivos diversos. É a imprensa tentando desqualificar o sistema de ranking do governo federal, buscando mínimas falhas no ENADE e SISU, pois precisam fragiliza-lo. É a insegurança do vestibulando por não estar convicto pela escolha de seu curso. São as comparações com seu amigo, vizinho, namorada(o) e parentes. Sobre a cabeça deste perdido vestibulando

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

História, que saco!

“Se eu gostasse de história, comprava uma apartamento num museo, me casaria aos 15 anos como uma octogenária e não me atualizaria em absolutamente nada”, seria a frase de um estudante de ensino médio que prefere as atualidades vindas de amigos e internet ao invés de viajar nos detalhes, as vezes cômicos e as vezes sórdidos, da história. Já duas outras imagens melhores sobre história viria no maravilhoso filme “O Caçador de Pipas” (de Marc Foster – 2007 – USA) foi dito “não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar”. Dale Carnegie (escritor e orador americano 1888 – 1955) escreveu que “A história tem sido mudada repetitivamente por pessoas que tiveram o desejo e a habilidade de transferir suas convicções e emoções para os ouvintes”. Por isso não precisamos ser historiadores, mas sabermos minimamente algumas passagens, nos beneficiaria a entender determinados fatos da atualidade e saber por onde o ser humano conseguiu atuar de forma honrosa e as vezes horrorosa. 
Três passagens de uma história recente, a triste ditadura, tem sido discutido nesta semana. E estas três histórias são daquelas que todos precisam saber,

domingo, 11 de novembro de 2012

Os voos do Brasil

O Brasil voava baixo até uma década atrás, determinados por números nada motivadores em sua economia, em seus números sociais e em seu reconhecimento no mundo. Todos os dados e gráficos após os últimos dez anos levam a uma sensível alteração positiva e isto ocorreu também no transporte. O tráfego aéreo com destino ou origem no Brasil cresceu aproximadamente 115% na última década e os especialistas preveem um crescimento superior à média mundial para toda a América Latina. Atualmente 38% dos voos com destino a América Latina chegam ao continente pelos aeroportos do Brasil, mercado que representa o quarto mercado mundial em tráfego aéreo e que deverá ter o maior número de passageiros em 10 anos. O aumento significativo de oportunidades de emprego, onde chegamos atualmente a números tecnicamente tidos como um país "ausente de desemprego", beneficiaram muito o volume de passageiros e indiretamente de carga, já o Brasil como um dos recordistas mundial em crescimento nas vendas e-commerce trouxe enorme oportunidades a novas demandas de voos e incremento de novos investimentos de provedores logísticos no Brasil. O governo federal fez ...

domingo, 28 de outubro de 2012

Temos apenas 10 anos

Diretor: Yann ARTHUS-BERTRAND

Produtores: EUROPACORP (Luc BESSON) e ELZEVIR FILMS (Denis CAROT)

Autores: Isabelle DELANNOY, Yann ARTHUS-BERTRAND, Denis CAROT, Yen LE VAN, Tewfik FARES

Vivemos momentos excepcionais em termos de acesso a informações, oportunidades positivas da globalização e perspectivas inimagináveis da evolução tecnológica, no entanto, somos constantemente alertados pelo futuro de nosso planeta e o desprezo a seus principais componentes: ar, água, vegetação e toda sua preservação às suas formas originais. O exemplo deveria vir de cima, mas não vem, vide tentativas de consenso em  Kyoto e seus subsequentes. O Protocolo de Quioto ou Protocolo de Kyoto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá - outubro de 1988, seguida pelo IPCC's First Assessment Report em Sundsvall, Suécia - agosto de 1990, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática - UNFCCC na ECO-92 no Rio de Janeiro, Brasil - junho de 1992, Protocolo de Cartegena, enfim muitos eventos onde muitos conscientes e lutadores pelo planeta se reunem, mas sempre presenciam as grandes potênciais não assumindo ações que protegeriam o planeta, pois interpretam que traria freio na sua economia ou investimentos não planejados .

domingo, 23 de setembro de 2012

O único almoço de graça


O adágio popular surgido na década de 40 nos Estados Unidos e manifestado em meios econômicos, corporativos e acadêmicos através da sigla TANSTAAFL – “There ain´t no such thing as a free lunch” – e mais recentemente rememorado pelo Nobel de Economia, Milton Friedman, dá a ideia que algo que parece gratuito, tem por trás outras intenções – “the idea that it is possible to get something for nothing”. Em outras palavras, num simples gesto cordial de pagar um almoço tem por trás intenções, que no conto final fará parte do custo do produto ou serviço vendido. A mesma dependência não foi evidenciada para os 11 operários que almoçaram sentados numa viga de construção do 69º andar do RCA Building a exatos  80 anos (mais tarde trocou de nome para GE Building), pertencente ao complexo do Rockefeller Centre, na ilha de Manhattan em Nova York. Isto porque este almoço, registrado na histórica foto “Almoço do Topo de uma Arranha-céu” (Lunch Atop a Skyscraper) em 20 de setembro de 1932 pelo fotógrafo Charles C. Ebberts, não levou seus operários a notoriedade, promoção ou riqueza. A foto, publicada no Jornal New York Herald Tribune poucos dias depois, dia 02 de outubro, nunca ...

sábado, 8 de setembro de 2012

Eliana Calmon nossa Joana D'Arc


A ministra Eliana Calmon, até poucos dias, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),  surgiu aos nossos olhos executando as funções básicas da posição assumida. De investigadora de delitos, foi ameaçada por todos de fazer investigação sobre sua pessoa, com o intuito claro de apequenar sua gestão e suas pretenções profissionais. Dia a dia que se passavam, sua atuação era tão motivante às esperanças de brasileiros, que passou-se a ler e seguir em noticiários em cada manifestação de nossa heroína. Heroína? Sim. Então paralelamente a vida de Joana D’Arc, será que ela não recebia mensagens e orientações de santos (talvez todos os santos, pois é baiana) para entrar no “exército” (CNJ) para lá começar sua “Guerra dos Cem Anos” e nos salvar? Ela já entrou neste “exército” até de cabelo curto, como Joana D’Arc, e torçamos para que tenha sido um treinamento para liderar futuras “tropas” contra malfeitos diversos. Da mesma forma também, sua atuação causou invejas, além de preocupações, e começou a haver conspirações, como ...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ciúmes e Preconceito: doenças sem cura

Quando se imaginava que todas as doenças já estariam sobre controle, o mal do século, Alzheimer (progressiva perda de memória), veio para desafiar a ciência, pois não se sabe de sua origem, não há evidências de sua hereditariedade, não se conhece sua cura, sua profilaxia, enfim, só se tem estatísticas, tais como as que atividades profissionais de Professor e Ator tem menor incidência da doença e atribuem os especialistas ao fato destas categorias terem hábitos de leitura por muito mais tempo que outras atividades. E não precisa ser estudioso do assunto para saber que não se morre de Alzheimer, mas com Alzheimer, pois a degradação da qualidade de vida levam os pacientes a doenças de difícil recuperação.
Já ciúmes, como dizia o saudoso e genial psicólogo José Ângelo Gaiarsa, é uma doença sem cura, com controles através de terapias, meditação, levando o paciente a uma situação de melhor controle, melhor ambientação aos seus relacionamentos, mas sem cura.
O preconceito está neste rol de doenças sem cura, pois é da personalidade do indivíduo, incrementada ou reduzida em seu meio ambiente, pode também, como o ciumes, controlar-se em algumas situações, pois pode gerar prisão, brigas, envergonhamento, mas sem cura. Exemplo desta situação é o de uma candidata nestas eleições que colocou o post abaixo em sua página pessoal. Conhecidos eventos foram o de um famoso jornalista da televisão com sua indignação porque um gari "ousava" dar feliz ano novo ao povo num final de ano, o de uma jornalista que caracterizava em vídeo que somente as elites como sendo "cheirosas" e o clássico caso de um jornalista de Santa Catarina que se indignava do porque agora "qualquer miserável" tem carro. Tivemos muitos eventos na campanha eleitoral de 2010 (todos registrados na internet) e que torçamos estarem envergonhados para estas de 2014.
Alzheimer, não é percebido por seu possuidor. Já ciúmes e preconceito, também não são percebidos algumas vezes pelo próprio paciente, principalmente em momentos de surtos. Mas quando raramente tomam ciência de seus ataques, ratificam seus posicionamentos, potencializando seus descontroles ou manifestam toscas justificativas, receosos dos impactos negativos sobre sua pessoa.

sábado, 21 de julho de 2012

O dia do amigo

Nesta sexta-feira, 20/07, comemorou-se o DIA DO AMIGO. A palavra amigo suscita uma infinidade de percepções pessoais, porque efetivamente faz parte do sentimento humano, e cada um tem sua própria definição de amigo.
Buscando no tempo, o mais famoso personagem de histórias em quadrinhos e que tornou-se uma expressão popular até hoje, servindo para ironizar uma pessoa que não é seu amigo, foi o Amigo da Onça. Criado por Péricles Andrade Maranhão, publicado na revista O Cruzeiro na década de 40, sobreviveu até 1972 e retornou recentemente em retrabalhos até em 3D. O maravilhoso personagem, satírico, irônico e crítico de costumes, caracterizava-se por colocar as pessoas em situações embaraçosas. A origem da expressão "amigo da onça" surgiu da seguinte anedota:

" Dois caçadores conversam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com um facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau.
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvores mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?"
normal

Jô Soares, tinha um personagem (El Gardelón - 1981) que expressava a mesma situação, isto é, passavam a ele atribuições nada amigas e ele ironizava com a frase utilizada até os dias atuais: "mui amigo".


Milton Nascimento diria "... amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito, dentro do coração ...". Já Vinícius de Moraes diria e eu concordo muito:

Já alguns políticos, que inebriados pelo poder, lutam com todas as armas para mante-lo, afirmam "... aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei ...", isto é, a quem os acompanha nas falcatruas, lhes recompensam com o que se possa imaginar de bom, já aqueles que os dificulta, simplesmente os aplica os mais pesados processos e destruição caluniosa de reputação. Nesta união de "amigos" pelo poder, dentre as várias barbaridades identificadas até agora nas transcrições dos grampos de operações da PF, no âmbito da CPI do Cachoeira, destaca-se a descoberta desta semana, que na campanha presidencial de 2010 a então candidata Dilma Rousseff teve seu sigilo fiscal violado, junto a cerca de 20 parlamentares. A operação anti-Dilma naufragou, por motivo simples, nada foi encontrado, sobrando apenas o pobre factóide "bolinha de papel".